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Quem apóia, acredita

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Realidade do passado X presente

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Ação popular pelo Cine Excelsior

Os integrantes do Movimento Salvem o Cine Excelsior anunciaram ontem o ingresso de ação popular na Vara da Fazenda Municipal contra os proprietários do imóvel que abrigava o cinema e contra o Poder Público municipal, representado pelo Comppac (Conselho Municipal de Preservação Artístico e Cultural).

A ação, cujo direito está previsto na Constituição, tem por objetivo retomar o processo de tombamento e garantir a desapropriação do imóvel. Os integrantes do movimento questionam irregularidades e ilegalidades no pedido de declaração de interesse cultural e no tombamento do Cine Excelsior e pedem a interrupção das obras realizadas no espaço, bem como a suspensão do procedimento administrativo de alvará para funcionamento de estacionamento público a ser concedido pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. O movimento completou, no último dia 26, um ano de atividades.

(Fonte: Jornal Tribuna de Minas, de 30 de novembro de 2012)

Cine Excelsior: dilemas do espaço que contou história à população de Juiz de Fora

O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958 e desperta diferentes discussões na pauta cultural de Juiz de Fora. Após anos de disputa judicial em prol da reabertura do espaço, fechado desde 1994, da luta pelo tombamento ou pela obtenção da Declaração de Interesse Cultural (documento que garantiria que o local seria destinado apenas a eventos culturais) e diante do desinteresse do poder público, o Cine Excelsior encontrava-se em situação precária e caía em gradativo esquecimento até meados de 2011.

Em novembro do ano passado, as poltronas do cinema e o letreiro com os dizeres “fechado para reforma” foram retirados do local. O objetivo dos novos proprietários, que compraram o espaço em 2010, era transformá-lo em um estacionamento rotativo de veículos. Até o momento, as obras estão embargadas pela Prefeitura da cidade por falta de laudos que comprovem a capacidade de o prédio abrigar atividades com esse fim, além de haver preocupação com a circulação de veículos na Avenida Rio Branco.

Desde então, o movimento para que o prédio seja tombado e se torne um patrimônio histórico da cidade se intensificou e tenta garantir que o lugar não deixe de existir. Franco Groia, professor de História do Cinema e líder do movimento “Salvem o Cine Excelsior”, explica como se dá a movimentação.

Groia revela que muitas foram as tentativas de impedir que o local fosse destruído: “o movimento existe para lutar por esse patrimônio cultural que é muito maior que o proprietário. A gente respeita a pessoa, mas temos que levar em consideração o valor cultural e histórico presente naquele espaço que pertence à história da cidade de Juiz de Fora”. Através das redes sociais (Facebook, Twitter, Site e Youtube), os integrantes do movimento mobilizam a população em prol da preservação e recuperação do espaço, lutando para ele não seja esquecido.

O processo de tombamento do prédio como patrimônio histórico da cidade não foi aprovado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPPAC), órgão responsável por avaliar a ação, mas um novo recurso já está sendo representado, agora por parte do condomínio onde se localiza o cinema, para reverter essa decisão. O recurso segue em segunda instância no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

“Recentemente, o cinema nacional aumentou a produção e, consequentemente, o número de espectadores. Há espaço (ou mercado) para novas salas, enquanto a ANCINE (Agência Nacional de Cinema) calculou o crescimento de 8% em um ano, projetando o dobro da quantidade atual para 2020. Há ainda um programa federal (o Cinema Perto de Você) destinado a recuperar cinemas antigos, requerendo (dentre outras exigências) a autossuficiência por meio de um plano de negócios, e que infelizmente só não contempla a compra do imóvel.” – Texto do site “Salvem o Cine Excelsior”

Saiba mais sobre a história do Cine Excelsior

O Cine Excelsior, inaugurado ao som do Hino Nacional em fevereiro de 1958, foi considerado, até a década de 90, uma das melhores salas de cinema do Brasil. Marco no período de modernização de Juiz de Fora e referência cultural da cidade, a única sala do prédio podia acomodar cerca de 1.250 pessoas.

O espaço foi idealizado por Procopinho, filho do ex-prefeito da cidade, José Procópio Ferreira, e era composto por um telão de projeção, sistema de som de 21 caixas, acústica impecável, iluminação a néon, um ar condicionado central e projetor cinematográfico. O projeto, feito por Armando Favatto, foi o sexto prédio com mais de cinco andares construído em Juiz de Fora. O maior cinema do interior de Minas Gerais refletia o período de modernização pelo qual passava a cidade. A decoração interna era em estilo Art Décor, uma tendência artística que ganhou força no Brasil dos anos 20. O Cine Excelsior abriu as portas para a sessão inaugural em 1958.

Os anos seguintes foram marcados pelo sucesso do cinema, que se tornou preferência entre a população em geral. As filas de espera para as sessões de filmes eram gigantescas e, em dias mais movimentados, elas se estendiam pela Avenida Rio Branco, passavam pela Rua Floriano Peixoto e alcançavam até a Avenida Getúlio Vargas.

Apesar de ser um dos mais modernos dos sete cinemas existentes na cidade, o Cine Excelsior teve o último filme apresentado em 30 de outubro de 1994. A concorrência inesperada com a TV e o surgimento do videocassete, nos anos 80, fizeram com que o Excelsior mergulhasse numa crise sem fim. O local ficou endividado e muitos funcionários foram demitidos. O resultado já perdura por mais de 18 anos e as portas do cinema ainda continuam fechadas. A reinauguração, marcada inicialmente para 23 de junho de 1995, ainda é aguardada por muitas pessoas que assistiram de perto a crise gradativa do local.

Casos e Causos

Terezinha Maria de Jesus, de 79 anos, antiga espectadora do Cine Excelsior, afirma que o cinema faz parte da história da cidade e da vida das pessoas que lá estiveram e puderam presenciar grandes momentos. “Vivi grandes aventuras no Excelsior e é uma pena que as próximas gerações não possam conhecer aquela beleza de lugar, que conta muito sobre como era ser juizforano naquela época”, diz a senhora.

Oscar Kappel, de 89 anos, conheceu o prédio antes deste se tornar cinema e diz que frequentava a sala com a esposa dele quando começaram a namorar. Ele conta que na época que o Cine funcionava, existiam outros cinemas na cidade, tais como o Central, o Cine Glória, o Cine Popular e o Rex, mas a preferência era pelo Cine Excelsior.

Como parte da própria história, Oscar fala sobre o surgimento do local. “Onde é o Cinema Excelsior hoje, antes funcionavam as instalações do Comissário Vargas, uma empresa de transporte rodoviário que usava caminhões de dez rodas. Na época, eles tiraram das ruas as árvores de jalão, que os moleques costumavam subir”.

Para a comerciante Renata Tavares, 41 anos, o Cine guarda histórias engraçadas. “O pessoal costuma falar que lá tinha até pulgas quando começaram a inaugurar outros cinemas na cidade, mas deve ser por causa da concorrência. Eu lembro que depois que parou de passar os melhores filmes lá, falaram que estava funcionando como cinema pornô”.

Mas o cineasta Franco Groia ainda acredita no Cine Excelsior:

(Fonte: matéria produzida por Por Gabriella Ribeiro, Izabela Fonseca, Maristela Rosa, Natália Ferreira e Priscilla Helena – para o Blog In_Formação em Processo)

Tombamento do Cine Excelsior é rejeitado pelo Conselho Municipal

(Reproduzimos matéria da Rádio Catedral de Juiz de Fora, realizada pelo jornalista Raphael Lemos – disponível na íntegra no endereço: http://radiocatedraljf.com.br/site/tombamento-do-cine-excelsior-e-rejeitado-pelo-conselho-municipal/ )

O Cine Excelsior pode estar com sua transformação em estacionamento encaminhada. Isso porque o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) rejeitou, em reunião realizada na última segunda-feira, o pedido de tombamento proposto pelo Movimento Salvem o Cine Excelsior. Indignado com a decisão, o líder do movimento, o professor universitário Franco Groia, reclamou da falta de comunicação por parte do Conselho.  (escute aqui)

O superintendente da Funalfa, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, e presidente do Comppac, Toninho Dutra, defendeu que a decisão do Conselho reafirma pareceres anteriores.  (escute aqui)

Sobre a queixa de que o processo teria sido pouco transparente, o presidente do Comppac, Toninho Dutra, argumentou que não há instrumento legal que obrigue o Conselho a convidar o requerente a participar da reunião. (escute aqui)

Ontem, o líder do Movimento Salvem o Cine Excelsior, Franco Groia, entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a verificação de todo o processo.  (escute aqui)

Sobre a representação no Ministério Público, o presidente do Comppac disse não ter sido informado a respeito e alega que não vê necessidade de o Conselho ser apresentado, mas que caso seja solicitada a manifestação do órgão, este irá se posicionar. O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958, e está fechado há 18 anos. Os donos tentam transformar o local num estacionamento. As obras já estavam em curso no ano passado, quando foram embargadas pela Prefeitura devido à falta de laudos técnicos.

(*) para ter acesso à Lei Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural clique aqui.

Programa Mosaico – Especial Cinemas de Juiz de Fora

Este video é o Programa Mosaico – Especial Cinemas de Juiz de Fora, produzido e exibido (em duas partes) na TVE-JF no final de 2011.

Assista abaixo ao Programa Mosaico Especial Cinemas de Juiz de Fora – Parte 1:

Assista abaixo ao Programa Mosaico Especial Cinemas de Juiz de Fora – Parte 2:

O Mosaico é um programa de cunho cultural, que apresenta a cada edição as particularidades e as curiosidades dos bairros de Juiz de Fora. Através de bate-papos e da apresentação dos lugares visitados, é possível montar, de forma descontraída, um mosaico da identidade da cidade.

O projeto “Mosaico” estreou dia 2 de julho de 2007 pela TVE, canal 12 de Juiz de Fora, entrando para a história como o primeiro programa produzido por alunos a ser transmitido em canal aberto local.

O Mosaico foi premiado com o segundo lugar na modalidade “Programa de Televisão”, categoria “Rádio e TV”, do Expocom Sudeste, durante o Intercom Sudeste – encontro regional mais importante da área de comunicação.

Justiça embarga obra em cinema


Matéria publicada no Jornal Hoje em Dia.

Depoimento de Gilson Salomão para o Movimento SALVEM O CINE EXCELSIOR

Veja aqui o depoimento exclusivo que o Jornalista Gilson Salomão concedeu para o Movimento SALVEM O CINE EXCELSIOR.

Gilson Salomão Pessôa é jornalista formado na Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde também cursou a especialização em Globalização, Mídia e Cidadania. Cinéfilo desde criança, cresceu assitindo a vários filmes no Cine Excelsior e desta forma guarda com o mesmo uma imensa afeição. Antes de cada filme começar, nunca se cansava de ficar maravilhado com a belíssima estrutura interior do recinto.

Para ver outros depoimentos ou saber maiores informações sobre o Movimento em prol do Cine Excelsior, acesse os seguintes links:

Blog Oficial do Movimento:
http://www.cinemaexcelsior.com.br

Página Oficial do Movimento no Facebook:
http://www.facebook.com/pages/Cine-Excelsior/270119763038780

Twitter Oficial do Movimento:
http://twitter.com/salvem_cineexcel

Movimento de preservação do CINE EXCELSIOR ganha apoio de Vereadores

O Movimento SALVEM O CINE EXCELSIOR, que luta pela Movimento de preservação do Cine Excelsior de Juiz de Fora, ganha força política com apoios de Vereadores e divulga depoimentos exclusivos em seu canal no Youtube.

A divulgação de depoimentos de apoio à causa, com a adesão agora pública de Vereadores de vários partidos no município de Juiz de Fora vem provar que a luta pela preservação do espaço para a cultura está ganhando cada dia mais força.

O Movimento disponibilizou, inicialmente, cinco depoimentos: do Vereador Flávio Cheker, do Vereador Betão, do Vereador José Sóter Figueirôa, do Vereador Francisco Canalli e do Vereador Carlos Bonifácio (atual Presidente da Câmara Municipal).

Os líderes do Movimento acreditam que um “final feliz” para o impasse do Cine Excelsior é possível desde que haja agora vontade política dos agentes políticos do município.

Como o Movimento SALVEM O CINE EXCELSIOR vem trabalhando com foco na transparência dos meios digital da web e suas redes sociais, a intenção é de que, nos próximos dias, novos videos de mais Vereadores serão disponibilizados.

Obras no Excelsior quase Suspensas

A campanha “Salvem o Cine Excelsior” continua em busca de soluções para o resgate do perfil cultural do imóvel. Segundo o cineasta Franco Groia, que capitaneia o movimento ao lado do arquiteto Alessandro Driê e do Coletivo Sem Paredes, o site oficial da iniciativa (www.cinemaexcelsior.com.br) já reúne mais de 1.300 acessos únicos. Groia informa ainda que condomínio do prédio onde fica o cinema entrou com ação na Justiça contra o proprietário do espaço, mas aguarda o término do recesso dos órgãos competentes.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), as obras no Excelsior estão parcialmente suspensas. A fim de que o Habite-se seja futuramente liberado pela Prefeitura, foi solicitada uma série de providências, como projetos e laudos técnicos. A assessoria explica que tais documentações exigidas referem-se, principalmente, aos cuidados necessários por conta da intensa circulação de carros próxima ao prédio, localizado na Avenida Rio Branco. Por ser tratar de um projeto para estacionamento, também são essenciais estudos que comprovem a capacidade do piso de suportar um grande número de veículos. Outras ações, como intervenções em banheiros, continuam liberadas.

Segundo Franco Groia, essa suspensão parcial significa uma abertura para o diálogo com o poder público sobre a destinação do Excelsior.

(Fonte: Matéria publicada no Jornal Tribuna de Minas, de 30 de dezembro de 2011).

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Bem-vindo!!

Este é o site oficial de Franco Groia. Mineiro de Juiz de Fora, Groia é cineasta e professor da Universidade Salgado de Oliveira. Bacharel em Comunicação Social pela UFJF, especializou-se em Globalização, Mídia e Cidadania (UFJF) e trabalha com projetos audiovisuais e publiciade, atuando nas áreas de formação, criação, produção e direção. Além de diretor e produtor de cinema e tv, desenvolve novas aplicações da imagem em movimento com as artes visuais.