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Decisão judicial fecha estacionamento onde funcionava o Cine Excelsior

Realidade do passado X presente

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Ação Popular reacende discussões sobre a situação do Cine Excelsior

(Matéria publicada no TER Notícias de 30 de novembro de 2012)

Ação popular pelo Cine Excelsior

Os integrantes do Movimento Salvem o Cine Excelsior anunciaram ontem o ingresso de ação popular na Vara da Fazenda Municipal contra os proprietários do imóvel que abrigava o cinema e contra o Poder Público municipal, representado pelo Comppac (Conselho Municipal de Preservação Artístico e Cultural).

A ação, cujo direito está previsto na Constituição, tem por objetivo retomar o processo de tombamento e garantir a desapropriação do imóvel. Os integrantes do movimento questionam irregularidades e ilegalidades no pedido de declaração de interesse cultural e no tombamento do Cine Excelsior e pedem a interrupção das obras realizadas no espaço, bem como a suspensão do procedimento administrativo de alvará para funcionamento de estacionamento público a ser concedido pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. O movimento completou, no último dia 26, um ano de atividades.

(Fonte: Jornal Tribuna de Minas, de 30 de novembro de 2012)

Tombamento do Cine Excelsior é rejeitado pelo Conselho Municipal

(Reproduzimos matéria da Rádio Catedral de Juiz de Fora, realizada pelo jornalista Raphael Lemos – disponível na íntegra no endereço: http://radiocatedraljf.com.br/site/tombamento-do-cine-excelsior-e-rejeitado-pelo-conselho-municipal/ )

O Cine Excelsior pode estar com sua transformação em estacionamento encaminhada. Isso porque o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) rejeitou, em reunião realizada na última segunda-feira, o pedido de tombamento proposto pelo Movimento Salvem o Cine Excelsior. Indignado com a decisão, o líder do movimento, o professor universitário Franco Groia, reclamou da falta de comunicação por parte do Conselho.  (escute aqui)

O superintendente da Funalfa, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, e presidente do Comppac, Toninho Dutra, defendeu que a decisão do Conselho reafirma pareceres anteriores.  (escute aqui)

Sobre a queixa de que o processo teria sido pouco transparente, o presidente do Comppac, Toninho Dutra, argumentou que não há instrumento legal que obrigue o Conselho a convidar o requerente a participar da reunião. (escute aqui)

Ontem, o líder do Movimento Salvem o Cine Excelsior, Franco Groia, entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a verificação de todo o processo.  (escute aqui)

Sobre a representação no Ministério Público, o presidente do Comppac disse não ter sido informado a respeito e alega que não vê necessidade de o Conselho ser apresentado, mas que caso seja solicitada a manifestação do órgão, este irá se posicionar. O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958, e está fechado há 18 anos. Os donos tentam transformar o local num estacionamento. As obras já estavam em curso no ano passado, quando foram embargadas pela Prefeitura devido à falta de laudos técnicos.

(*) para ter acesso à Lei Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural clique aqui.

Tombamento do Cine Excelsior é recusado pela nona vez

Matéria publicada no Jornal Diário Regional, de 5 de julho de 2012.

Cine Excelsior: local de resistência nos tempos da Ditadura Militar

Há muitas histórias envolvendo o Cine Excelsior, muitas delas ainda não foram contadas. Entre as mais interessantes, envolvem os anos da ditadura.

Houve um tempo em que reunir-se pública ou reservadamente era considerado ato de insubordinação à pátria, ato revolucionário contra a ordem pública e afins. Mas, neste mesmo período recente da história brasileira, existiram lugares que transgrediram tais impedimentos da ordem política e serviram de local de encontro, de trocas de idéias e, principalmente, serviram de espécie de “janela de escape” para o que era proibido, censurado ou reprimido pela ditadura militar.

Nos anos de ditadura, Juiz de Fora representou papel importante neste cenário político, pois acabou exercendo o papel de “cidade-marco”, de onde o golpe de 1964 foi deflagrado e de onde as tropas dos generais golpistas partiram para tomar as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte e da capital Brasília. Apesar da veracidade dos fatos, tudo aconteceu no dia da mentira, dia 01 de abril de 1964.

Mesmo neste período “pesado”, a peso de “chumbo”, de intensa agitação militarista, a cidade de Juiz de Fora também teve seus locais de resistência contra o regime: a Galeria Celina, a Igreja do Estela Matutina, 0 Colégio Magister e tantos outros.

O fato é que pensamentos divergentes e libertários tiveram nos espaços de cultura o seu porto-seguro para reflexão sobre os acontecimentos que afetavam o povo e consequentemente todo o país.

Neste contexto, poucos sabem, o Cine Excelsior foi um destes locais de resistência, em que o impedimento do Estado Ditatorial não conseguiu abalar os desejos dos cinéfilos da época, sendo palco, muitas vezes, de sessões especiais (muitas de caráter clandestino) para exibir filmes proibidos, “revolucionários” ou “procritos”, pela censura militar daquela época.

Uma destas sessões foi, em particular, muito emblemática e histórica. Em pleno ano de 1968, pela primeira vez numa sala de cinema da cidade, numa sessão clandestina à meia-noite (após a última sessão comercial diária), sem alarde, só para convidados, foi exibido em sua grande tela o filme “O Encouraçado Potemkin” (Bronenosets Potyomkin, 1925) do cineasta soviético Sergei Eisenstein.

Tal filme nunca havia sido exibido na grande tela e, mesmo antes do golpe de 64, sempre foi restrito a cópias em 16mm (de cineclubes e de pequenos recintos, muitos deles acadêmicos ou particulares fechados). Nesta sessão histórica, estavam presentes mais de 1.000 pessoas, pois a sessão ficou lotada. Dentre elas, o saudoso jornalista Décio Lopes, o professor Murilo Hingel e tantos outros notórios da vida cultural e política da cidade.

Infelizmente, vários protagonistas desta história já não encontram-se entre nós… e as testemunhas daquele período, que viveram naquela época, muitos até presentes àquela sessão clandestina do filme soviético, parecem preferir esquecer aquele lugar, esquecendo o enorme valor histórico-artístico do Cine Excelsior para nossa identidade cultural.

Com tanta história ainda por ser descoberta, nosso Movimento luta para preservar o Cine Excelsior ainda vivo no meio cultural de nossa cidade e região.

Abaixo-assinado dos Vereadores de Juiz de Fora pelo Tombamento do Cine Excelsior

O MOVIMENTO SALVEM O CINE EXCELSIOR tem a Satisfação de noticiar em primeira mão que conseguiu um abaixo-assinado referendando o Pedido de Tombamento do Cine Excelsior com 15 (dos 19) Vereadores. O documento será encaminhado à FUNALFA/COMPPAC para reforçar o tombamento do espaço.

A propósito, para não deixar duvidas, este documento é Oficial da Câmara Municipal de JF e seguirá, através da Mesa Diretora, para a Presidência do COMPPAC. Trata-se de encaminhamento traçado durante a Audiência Publica (do dia 23/04/2012).

Trata-se de uma grande vitória do Movimento mas a luta continua!

Reaberto o Processo de Tombamento do Cine Excelsior

Notícia publicada na seção Geral do Jornal Diário Regional no dia 06 de abril de 2012. Foi excelente tal matéria ter sido publicada neste dia pois, devido ao feriado de páscoa, o jornal teve a mesma tiragem até o dia 09.

Patrimônio

Aos interessados pela Preservação do Cine Excelsior!!

Informo que ontem teve reunião do COMPPAC. Hoje saiu esta nota publicada na Jornal Tribuna de Minas (de terça-feira, dia 13 de março de 2012), na Coluna Painel:

“O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural analisou ontem diversos tópicos acerca de intervenções no patrimônio histórico e cultural da cidade. Segundo o vereador José Laerte Barbosa (PSDB), foi aprovada a reforma estrutural de parte do prédio do Museu Mariano Procópio. No evento, que reuniu ainda o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, representantes do Poder Público e membros do conselho, foi montada uma comissão para avaliar a questão do Cine Excelsior. Projetos de intervenção e restauração na Praça da Estação e na Vila Iracema também foram analisados.”

(Fonte: Coluna Painel, do Jornal Tribuna de Minas)

Estamos aguardando o pronunciamento sobre o novo pedido, e o decorrer do novo processo (conforme trata a Lei 10.777/2004, que é a do Patrimônio de JF).

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Bem-vindo!!

Este é o site oficial de Franco Groia. Mineiro de Juiz de Fora, Groia é cineasta e professor da Universidade Salgado de Oliveira. Bacharel em Comunicação Social pela UFJF, especializou-se em Globalização, Mídia e Cidadania (UFJF) e trabalha com projetos audiovisuais e publiciade, atuando nas áreas de formação, criação, produção e direção. Além de diretor e produtor de cinema e tv, desenvolve novas aplicações da imagem em movimento com as artes visuais.