JUSTIÇA

Direito garantido
Um deficiente físico ganhou uma ação inédita na Justiça brasileira. Inconformado com o fato de não conseguir utilizar caixas eletrônicos, o professor universitário de Juiz de Fora, Minas Gerais, Franco Groia, que é cadeirante, processou quatro bancos dos quais era correntista. Groia ganhou em primeira instância uma ação contra o Bradesco. A sentença prevê o pagamento de R$ 5 mil por danos morais e obriga a agência que ele freqüenta a instalar um caixa adaptado.

(Revista Época n. 379, de 22 de agosto de 2005)

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Inclusão digital – Banco de Juiz de Fora é condenado por falta de acesso a deficientes

O juiz da 8ª vara cível da comarca de Juiz de Fora, na Zona da Mata, Paulo Tristão Machado Júnior, condenou uma agência do Bradesco na cidade a pagar a quantia de R$ 5 mil por danos morais ao deficiente físico e professor universitário Franco Groia. No processo, o professor alega que vem sofrendo constrangimentos e humilhações pela inexistência de caixas eletrônicos especiais no auto-atendimento. A sentença estabelece ainda prazo de 30 dias para que pelo menos um caixa eletrônico seja adaptado, sob pena de multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento.

“Considero que a instituição bancária vem prestando serviços de forma inadequada, incompleta, restritiva, constituindo um verdadeiro ato ilícito”, afirmou o magistrado. Groia entrou com a ação em maio do ano passado, contra quatro bancos onde tem conta corrente. “Fizemos história”, disse o professor, afirmando que não há decisão similar no Brasil. A instituição foi procurada pelo ESTADO DE MINAS, mas não se pronunciou ou informou se irá recorrer.

O Franco Groia tem distrofia muscular, o que limita os movimentos das pernas e braços. Embora consiga locomover-se com uma cadeira de rodas elétrica até as agências bancárias, o auto-atendimento, fora do horário do expediente bancário, é sempre uma barreira intransponível para o professor, que usa o serviço pelo menos três vezes por semana.

O professor enfatiza que depende necessariamente de outra pessoa para completar cada operação bancária, o que o obriga a revelar a senha. Groia disse ainda que só realiza as transações porque conta com a boa vontade de amigos ou parentes. “Não é o homem que tem que se adaptar às máquinas, mas sim as máquinas que precisam estar adequadas à nossa necessidade”, declarou.

Na sentença, a Justiça reconhece a dificuldade e o constrangimento enfrentados pelo professor. “Não é admissível que um correntista, valendo-se da propaganda de um equipamento de auto-atendimento, não possa utilizá-lo senão com a ajuda humilhante de terceiros, quando até mesmo a senha é revelada”, considerou o juiz Paulo Tristão.

Defesa argumenta com normas do BC
O advogado do professor valeu-se da Constituição Federal, dos códigos Civil e de Defesa do Consumidor na ação. “O direito do consumidor é superior a qualquer tipo de norma do Banco Central”, afirmou Groia, contestando uma das teses da defesa, segundo a qual não existe uma imposição legal para que os caixas eletrônicos sejam adaptados.

O professor universitário ressaltou que, em sua primeira vitória na Justiça, a quantia de R$ 5mil a ser paga pelo banco por danos morais tem mais valor simbólico do que financeiro. Groia lembrou que muitas pessoas portadoras de necessidades especiais, por vergonha, não se motivam a enfrentar o problema.

Apesar da conquista judicial, o professor ficou revoltado com um dos argumentos usados pelo banco. A defesa sugeriu que Groia deveria procurar outra instituição, em condições de prestar o serviço de maneira mais apropriada. “Para eles, somos apenas números. Eu seria menos um cliente”, afirmou. Na decisão, o juiz Paulo Tristão também considerou o argumento impróprio. “Até mesmo politicamente, seria mais viável atender a todos os consumidores do seus serviços, sem exceção, do que desprezá-los e recomendar que procurem outra instituição”, afirmou o magistrado.

(Jornal “Estado de Minas” – 16 de agosto de 2005)

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Cidadania: Consumidor ganha indenização de banco na Justiça

Um correntista de Juiz de Fora conquistou na Justiça indenização de R$ 5 mil por danos morais, por conta da falta de acessibilidade dos portadores de deficiência aos terminais bancários de auto-atendimento. A decisão do juiz da 8ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora, Paulo Tristão Machado Júnior, concedida no dia 10 de agosto, atende ação impetrada pelo cineasta Franco Groia contra o Bradesco. O banco terá, ainda, 30 dias para providenciar a disponibilização de equipamento adaptado, sob pena de multa diária de R$ 500. Há possibilidade de recurso.

Segundo o cineasta, a ação foi impetrada há mais de um ano contra o Bradesco e outras três instituições bancárias das quais ele é correntista. A decisão foi motivada pela constatação de que os equipamentos não oferecem condições de acesso e operacionalização para os portadores de necessidades especiais, principalmente após o fim do expediente bancário. De acordo com Franco, a utilização depende da ajuda de funcionários ou de terceiros, sendo necessária a exposição de dados confidenciais, como a senha, causando constrangimento. “Os portadores de necessidades especiais são literalmente excluídos do sistema de ditadura tecnológica”, avalia. O cineasta, que utiliza o auto-atendimento pelo menos três vezes na semana, avalia que menos importante do que o valor recebido é a possibilidade de abrir precedente para que outros portadores reivindicarem seus direitos.

Na sentença, o juiz considerou inquestionável o fato de o autor ficar restrito na utilização de sua conta, principalmente fora do expediente bancário. “Não é admissível que um correntista, valendo-se da propaganda de um equipamento de auto-atendimento, não possa utilizá-lo senão com a ajuda humilhante de terceiro. Até mesmo a senha deve ser revelada.” Na avaliação de Paulo Tristão, o serviço da forma com que vem sendo prestado é considerado incompleto e insatisfatório em se tratando de deficientes físicos. O Bradesco, por meio de sua assessoria, afirma que não se pronuncia em casos sub judice.

(Tribuna de Minas – Juiz de Fora, quarta-feira, 17 de agosto de 2005)

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Entrevista para o Zinecultural


(Entrevista realizada ao portal ZineCultural em 01 de Maio de 2001.)

Em um descontraído bate-papo na Planet Music, o cineasta Franco Groia nos concedeu uma abrangente entrevista, onde falou-se sobre o curta “Calçadão”, novos projetos, internet, apoio da iniciativa privada, entre outros assuntos. Vale a pena dedicar-se a leitura desta entrevista, que traz uma visão real do que é fazer cinema hoje em nossa cidade (única não-capital a produzir filmes). Agradecemos ao amigo Franco por toda simpatia dada a nossa equipe.
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ZineCultural: Conte um pouco sobre sua origem.

Franco Groia: Me formei na faculdade de Comunicação da UFJF em 98 e direcionei meu curso para TV. Desde criança tenho em mim o cinema como linguagem, enquanto fala de espetáculo, como a transformação da realidade que é a linguagem cinematográfica. Sempre li muito sobre cinema, via todos os filmes possíveis. No final do curso tive oportunidade de ter contato com Walter Lima Júnior, fui aluno dele e assistente de direção; Mário Carneiro, diretor do cinema novo; César Elias; e nós partimos para questão técnica, o que eu já tinha de teoria eu fui aplicar na prática.
ZC: E como o curta Calçadão começou a nascer?

Franco Groia: Houve a oportunidade do primeiro concurso de roteiro para curta metragem em Juiz de Fora. A gente se inscreveu, eu fiz o roteiro do curta “Calçadão” , que era a primeira proposta de um primeiro filme película, contando a história do nosso dia-a-dia. Muitas outras cidades que possuem um Calçadão podem se identificar com o curta, que em nenhum momento se refere ser o de Juiz de Fora. E a gente teve a felicidade de ser um dos cinco vencedores, não teve uma colocação, mas cinco agraciados pelo prêmio e partimos para produção.

ZC: Fazer cinema no Brasil não é tarefa fácil, não é mesmo!?

Franco Groia: Fazer cinema hoje é muito caro e se caracteriza por um pioneirismo ainda, apesar de estar melhorando no sentido de produção. Neste início nós tivemos muitos problemas financeiros para leventar a produção. Não tinha nem destinação de verba, nem o empresariado local tinha a mídia de curtametragem/cinema na sua intenção de marketing, então, todo esse processo de modificação do “pensar marketing” em Juiz de Fora, para cinema, a gente empreendeu. Nove empresas fizeram parte deste projeto.
ZC: Como foi trabalhada a fotografia do Calçadão?
Franco Groia: O “Calçadão” é um filme móvel, dinâmico, necessitava de uma câmera que não fosse mais um em personagem, ela tinha que ser o olhar do espectador. E essa câmera, de certa forma essencial para as filmagens do curta, foi conseguida graças a esses patrocíneos, afinal é uma câmera muito cara.


ZC: Como foi trabalhar com César Elias?

Franco Groia: A partir de cursos com César Elias, foi possível um contato pesoal e conseqüente convite profissional para no meu primeiro filme, ele ser o diretor de fotografia, e ele tinha o conhecimeto e o know how de buscar essa tecnologia. Ele fez mais de 80 filmes entre longas e curtas. Isso “somou” essa questão técnica, por isso os patrocíneos foram fundamentais. A “finalização” durou dois anos para terminar. O CTAV (Centro Tecnológico Áudio Visual) da Funart – departamento de cinema, no qual o roteiro havia sido premiado – não tinha viabilidade técnica para finalizar o filme. Isso me impossibilitou de ter esse serviço de graça. Precisei buscar empresas do setor, profissionais, extremamente caras para realizar este tipo de serviço. Então entrei com o projeto na lei do incentivo municipal que é a Lei Murilo Mendes, em 99. Recebemos o incentivo no ano 2000, só assim foi possível terminar essa questão da finalização da imagem, e o som (em equipamento digital) que também é uma questão fundamental. O áudio era incrível do jeito que eu queria. Eu queria inserir o espectador dentro daquela roda do curta “Calçadão”, interagindo, sendo exatamente a testemunha ocular daquilo que passa.


ZC: Qual a trajetória do Curta daqui em diante?

Franco Groia: “O Calçadão” ainda tem um caminho a percorrer. O filme nasceu em JF e assim partimos para os festivais. Já participou da quarta amostra de cinema em Tiradentes, onde foi possível a finalização do filme. Dois dias depois de pronto, o filme foi exibido em praça pública na cidade de Tiradentes, onde foi muito bem recebido. Mas é uma sensação diferente que a estréia aqui em JF. Uma cidade até então incrédula na questão do fazer cinema, viu que é possível acreditar na questão da linguagem cinematográfica aliada ao marketing cultural, à arte de fazer cinema. Para isso, tem que ter o capital das empresas privadas aliado também ao poder público – porque a gente dependeu da Lei do Incentivo – pois é a arte mais cara, a atividade economômica e cultural mais cara que existe, não só no Brasil. Então, precisa ter esse entendimento para as coisas continuarem.


ZC: Como estão os novos projetos da Groia Filmes?

Franco Groia: A Groia filmes aconteceu a partir do “Calçadão”, com o intuito de fazer um produto audio-visual/cinema . Uma produtora que basicamente faz cinema que veio com intuito de realizar essas produções que são nossas.
A “Groia Filmes” hoje tem quatro projetos de curta metragem. Eu e meu sócio, o Léo Vítor (Leonardo Vitor Hugo); temos a intenção de fazer em Juiz de Fora esse pólo de produção de curta. A Groia filmes oferece para a cidade esse diferencial, oferece para JF um produto nosso, e muito mais, oferece para fora da cidade, porque o interessante também é vender a imagem de Juiz de Fora enquanto pólo de produção áudio-visual aliado a essa qualidade de dramaturgia e de técnica que o cinema proporciona. Primeiramente estamos com um projeto de curta metragem, estamos finalizando um curta agora que é da “Família Calçadão”. O “Calçadão” também teve essa característica de agregar várias pessoas do meio, dos custos, do pólo áudio-visual. – hoje nós estamos produzindo um filme do editor de “Calçadão” chamado Aleques Eiterer, ele está formando na UFF e é daqui de JF, é o terceiro curta metragem dele, é o primeiro fora da UFF. Filmamos em dezembro e começamos agora a finalização dele. O outro é o continuísta do “Calçadão” que é o Thiago Almeida Júnior, esse filme foi premiado na Lei Murilo Mendes e está habilitado hoje na Lei Estadual de Cultura. Então, estamos buscando capital das empresas, na questão da isenção fiscal do ICMS. Em breve nas telas “O Fio e a Cidade”, é uma história muito interessante que tem como principal fio condutor a história de 100 anos de uma família montada a partir da imagem de fotos, de acervos fotográficos de uma cidade, no caso de JF. Onde todo o fato industrial, têxtil é contado através desta família de imigrantes, até hoje. É muito legal, muito importante esse projeto e que tem em torno de 7 minutos de duração, que a gente está captando para a ampliação do negativo e finalização final do texto.
ZC: Do que depende mais para se realizar um filme?
Franco Groia: Cinema é a arte da realização coletiva. Porém, eu acredito que realizar um filme depende muito mais da realização e da vontade pessoal dos produtores em finalizá-los do que qualquer outro fator. Problemas existem aos milhares, todos sabemos, e são os mesmos para todos os produtores. Se determinados filmes não foram finalizados na cidade, tem que se introduzir em Juiz de Fora a questão da profissionalização do setor. Mas não se trata de culpar somente os realizadores, mas sim o próprio sistema de fomento à atividade em nosso município. Nós realizadores somos apenas a ponta e reflexo de um sistema mal idealizado. Em outras palavras, precisamos estruturar e profissionalizar o setor na cidade, pois aqui se promovem, por exemplo, concursos com recursos públicos, que é dinheiro nosso, que não perfazem sequer 15% dos custos de produção muito menos garantem o que deveria ser mais importante no município: a garantia do emprego, mesmo que temporário, para os trabalhadores do setor. Estou muito feliz em ter empreendido a produção de “Calçadão”, que não foi uma conquista só minha, mas de toda uma equipe, pois muita gente deixou de receber em prol da produção. É meu primeiro filme, então uma primeira experiência nesta arte e todos abraçaram esse intuito para viabilizar sua finalização. Sem dúvida esta sempre é a etapa mais sacrificante, mais desgastante deste processo, mas se a gente não se mover, o dinheiro não vai cair do céu.
ZC: Como estão os outros filmes que também ganharam o concurso de roteiros?
Franco Groia: O Concurso de roteiros foi há três anos atrás (1998), eu sinto muito pela questão da não realização de vários filmes também premiados àquela época. Hoje, nossa cidade poderia, inclusive, estar à frente até da capital BH no que diz respeito ao número de produções de curtas realizados em Minas. Além do fato ímpar de JF ser a única cidade não capital do país que produz cinema de ficção regularmente. Juiz de Fora tem o privilégio de ter realizadores de cinema, como por exemplo o José Sette, que é um grande produtor, o Rogério Terra e alguns outros. Nós possuímos um somatório de condições favoráveis que têm e precisam ter continuidade. Já pensou que bom seria se tivéssemos todos esses filmes para a comunidade e para a cinematografia mineira? Inclusive “O Fio e a Cidade” (do Thiago Almeida Júnior) e o “Verdade ou Conseqüência” (do Aleques Eiterer) que foram contemplados no segundo concurso de roteiros – os quais nós estamos empreendendo – são parte de uma realidade de produção que vai acontecer e que, até o final do ano, com certeza pelo menos um deles estará finalizado, com metas que deverão ser atingidas. O setor audiovisual é muito amplo; também tem o setor de publicidade – de comerciais para TV. Por exemplo, “Calçadão” é responsável, de certa maneira, de uma espécie de “transferência” de Knowhow técnico da produção nacional para a cidade de JF, através de um verdadeiro intercâmbio de experiências práticas entre os muitos profissionais envolvidos do setor e inclusive no que se refere à fase de finalização. O cinema proporciona à cidade esse ganho, um ganho de qualidade.
ZC: Ano passado a Groia Filmes realizou cursos na cidade, existem planos neste sentido para o futuro?
Franco Groia: Estamos com possibilidade de empreender também uma série de cursos, que estão para acontecer na cidade e tem interesse tanto a nível regional como nacional. Nós vamos implementar neste ano seis cursos de profissionalização, ano passado fizemos a primeira experiência com Alexandre “Xanxão” Alvarenga, no Privilège, que é um diretor de comerciais da cidade. Estamos em busca da consolidação deste projeto. Pensando nessa profissionalização do setor, poderemos alçar vôos bem maiores que JF já pensou; mas com muita seriedade, sem devaneios. Nós devemos fazer aos pouquinhos. Juiz de Fora vai ganhar muito com as produções audiovisuais realizadas aqui; porque é o nome da cidade, é a imagem da cidade, fazendo-se conhecida nacionalmente ou mundialmente graças às produções que acabam “vendendo” a cara da cidade para fora de suas fronteiras. Juiz de fora não tem o diferencial turístico como outras cidades e metrópoles, contudo tem a questão urbana e cultural da nossa gente, então isso precisa ser divulgado. É aí que precisamos pensar e tomar essa imagem positiva e também profissional, trazendo a reboque algum tipo de turismo e outras coisas mais. Temos aqui a floresta do Krambeck, uma das maiores florestas urbanas e particulares do mundo, e as pessoas sequer sabem disso; temos o Central que está lindo e… temos o “Calçadão ” da Halfeld. (risos)
ZC: Você pensa em produzir filmes voltados para a Internet?
Franco Groia: Hoje, devido à tecnologia presente na internet, o fazer filme para ela requer uma modificação da linguagem e até um jeito diferente de realizar uma produção de visual pois é uma mídia que já nasceu interativa. A gente tem um projeto também interativo que está para acontecer em relação a essa questão. Além desses projetos, que estão em andamento, nós estamos entre estes mais de 300 projetos inscritos na Lei Municipal deste ano e esperamos que a lei faça a seleção correta e que nós possamos continuar a realizar novas produções de qualidade para nossa cidade, dando chances aos artistas e técnicos de nossa região e, claro, também poder empregá-los. Estamos torcendo para que estes nossos projetos futuros dêem certo e se realizem.
ZC: Para dar certo falta incentivo?
Franco Groia: Nós estamos abertos aos empresários da cidade (que não estão inseridos no SIMPLES) que estejam interessados em experimentar a Lei Estadual de Incentivo de Cultura – onde a verba do marketing pode ser deslocada do próprio imposto a pagar ou devido, ou seja, desloca verba do imposto que já se paga mensalmente para o seu marketing. Em outras palavras: aplicar em marketing a custo zero. Nós, produtores culturais habilitados na lei, somos como profissionais “terceirizados” pela Secretaria fazendária do Estado. Somos “intermediadores” da negociação do abatimento do ICMS, do imposto já devido. As pequenas, médias e grandes empresas que não estiverem enquadradas no SIMPLES e que pagam ICMS ao governo, pode trabalhar todo mês parte deste valor (3%) em mídia, pode trabalhar com o marketing cultural, agregando a sua marca ao nosso produto cultural, que no caso, é o curta “Fio e a Cidade”.
ZC: E, para finalizar, fique a vontade para mandar seu recado…
Franco Groia: Estamos abertos para o esclarecimento de dúvidas e informações através do e-mail franco@nextwave.com.br e através do telefone (32) 9103-0105. O site do filme “Fio e a Cidade” já está pronto e estará em breve no endereço www.groiafilmes.com.br/ofioeacidade. Um abraço ao pessoal do ZC. É uma satisfação e orgulho estar junto com vocês nesse site, divulgando a nossa cultura.
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Sonhar é não ter limites

Em primeiro plano: O franco olhar de um diretor.

O teu olhar enquanto caminha Franco,
a mim, me parece estar à altura de um devoto em reza.
Um olhar de menino, que depois da chuva descobre sete cores no céu.

Caminhando eu em tua companhia, querido amigo,
imagino meu olhar estar à tua altura também.
Meus olhos de criança brincam em segredo buscando desvendar os teus.

Um homem menino de passos gigantes!
É que teus passos de rodas têm asas velozes de quem sonha!

E te acompanho com meus olhos vivos.
Os teus, de película, brilham e enxergam além!

Caminhando eu em tua companhia, Franco,
percebo desenhos da calçada adormecidos,
escondidos na infância da minha alma.

Ao teu lado, sem olhar para frente enquanto caminho,
eu me sinto forte, eu me sinto grande como menina também.

“Sonhar é não ter limites”

Ana Cecília
setembro de 2003.

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Oficina do Saber

Inovação
O Shizen inova com a Oficina do Saber, seguindo o exemplo dos grandes centros, onde são promovidos encontros de amigos para debater assuntos culturais, artísticos e científicos. O tema piloto “O breve século XX” foi coordenado por Sérgio Medeiros e Jorge Antônio e reuniu nomes-notícia. Estavam lá: Patrícia Touma, Oneida Werneck Herédia, Jane Sotto Maior, Ângela Gravina, Andréa Thess, Emílio Aleixo, Kity Nardelli, Raquel Nardelli Araújo, Alethéia Westermann e P.C. Lourenço, Cristiana Pascini e Raphael Barreto, Izabella Pinheiro, Hildegarda e Augusto Pascini, Roberta Malvacini e Gustavo Navarro, Zilda e Caíque Leal Teixeira (com a filha Gabriela), Letícia Machado e Marcelo Mendonça.
O tema do próximo encontro será “Cinema”, com a presença de Franco Groia.
(Jornal Tribuna de Minas – Coluna Cesar Romero – dia 29 de maio de 2005)
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Bastidores das filmagens de "Calçadão"


Flagrante do set de filmagem do curta “Calçadão – Onde de Tudo acontece”, em plena rua Halfeld, realizada no mês de abril de 1999. Trata-se do momento anterior à filmagem do plano sequência de abertura do filme, onde a equipe conversa sobre os últimos acertos para a realização da cena. Na foto de Mauricio Mazzei, vemos, da esquerda para a direita, o ator Marcelo Jardim (de terno), o assistente de direção Cleisson Vidal, o diretor Franco Groia, o direto de fotografia Cezar Elias, o assistente de direção Gil Berbari e o ator Tadeu Santos.
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Estréia do Blog


Este é o Blog Oficial do cineasta e professor Franco Groia.
A partir de agora, qualquer pessoa poderá ter acesso a textos, imagens e comentários exclusivos sobre o cineasta. Melhor que isto, é disponibizar um espaço virtual onde todos podem interagir e comentar sobre os assuntos aqui abordados.
Sejam bem vindos!!
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Bem-vindo!!

Este é o site oficial de Franco Groia. Mineiro de Juiz de Fora, Groia é cineasta e professor da Universidade Salgado de Oliveira. Bacharel em Comunicação Social pela UFJF, especializou-se em Globalização, Mídia e Cidadania (UFJF) e trabalha com projetos audiovisuais e publiciade, atuando nas áreas de formação, criação, produção e direção. Além de diretor e produtor de cinema e tv, desenvolve novas aplicações da imagem em movimento com as artes visuais.