Jornalistas Livres

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Videoclipe BANDIDO! da PZP

Videoclipe do Coletivo PZP (Posse Zumbi dos Palmares), produzido e dirigido pelos alunos do 5° Período de 2005 do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) de Juiz de Fora, sob a orientação dos Professores Alexandre Alvarenga e Flávia Lima.

Este trabalho foi uma oportunidade de contato direto com comunidades da periferia de Juiz de Fora, incentivando a prática de pesquisa e extensão acadêmica.

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Joey Alexander – Giant Steps (In-Studio Performance)

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Denúncia contra o local escolhido para sediar a Conferência em Juiz de Fora

Denúncia contra o local escolhido pelo CMDPD para sediar a Conferência Municipal da Pessoa Deficiente de Juiz de Fora (MG).

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Lançamento do Livro “Cova 312”, de Daniela Arbex

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Respeito à luta dos educadores – por Paulo Freire

TEXTO Paulo Freire

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Franco Groia no Programa Mosaico da TVE – Juiz de Fora

Trata-se da compilação do Programa Mosaico nº 171, que teve Franco Groia como um dos personagens entrevistados. O programa foi produzido pela Produtora Multimeios da Universidade Federal de Juiz  de Fora e veiculado na TV PIO XII (TVE de Juiz de Fora).

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Política para deficientes mobiliza legisladores

FOTO DM - 05-05-2015Embora Juiz de Fora siga a tendência brasileira no aprimoramento da legislação voltada para a acessibilidade, tais diretrizes vêm se mostrando pouco efetivas no sentido de garantir o direito de ir vir aos deficientes, conforme relata o cineasta e professor, Franco Groia. Nossa cidade não tem uma política bem estruturada voltada para afirmação dos direitos humanos, particularmente nesse segmento. Além da acessibilidade, falta reparo e fiscalização. Parece que nada funciona, questiona ele.

Para Groia, que também é cadeirante, a morosidade é um dos principais fatores que contribuem para a ineficácia das decisões tomadas pelo poder público. Sempre foi um dos lutadores em prol da acessibilidade e vi, por exemplo, a transformação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) em um órgão deliberativo, o que foi muito positivo. Por outro lado, também acompanhei a demora de dois anos para implementação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), contrapõe.

Buscando mudar esse cenário, o Deputado Estadual Isauro Calais (PMN), realizou ontem, 4, uma reunião com a Associação dos Surdos, o Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência e Direitos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e instituições bancárias do município (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú, Bradesco e HSBC). O objetivo, segundo legislador, foi sensibilizar os bancos para que os surdos tenham um atendimento de qualidade.

Fazemos um levantamento para elaboração de um projeto que, em breve, será apresentado à comunidade. Porém, a reunião foi o primeiro passo para impedir que os deficientes auditivos continuem passando por situações constrangedoras ou dependam de terceiros para executar suas tarefas nesses estabelecimentos, explica Calais. É uma forma de assegurar a dignidade e independência do deficiente, além de respeitá-lo como cidadão onde quer que ele esteja, afirma.

De acordo com o Deputado, no encontro ficou acertado que caberá à Associação dos Surdos, com o suporte de equipe de Calais, elaborar um projeto que supra as demandas discutidas entre a entidade e os bancos. A proposta inicial é que os funcionários das instituições financeiras passem por um curso de libras, onde serão devidamente capacitados para atender os deficientes auditivos. No projeto, os envolvidos poderão discorrer o que precisam em termos de tempo, recursos, dentre outras necessidades, pontua.

COMISSÃO DE DEFESA
Ainda no nível local, membros da Câmara Municipal também se mobilizaram na última semana, na tentativa de reforçar a concretização dos direitos dos deficientes. Na ocasião, o Legislativo aprovou a criação da Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência, proposta pelo Vereador Jucelio Maria (PSB), que presidirá os trabalhos do grupo, também integrado por Nilton Militão (PTC) e Léo de Oliveira (PMN) e tendo como suplente José Mansueto Fiorilo (PDT).

A iniciativa, segundo dor Jocelio, segue a principal prerrogativa das comissões permanentes: absorver todas as demandas e reivindicações em relação às pessoas com algum tipo de deficiência, investigando e elaborando políticas voltadas para esse meio, esclarece. Em nossos mandatos, já vínhamos trabalhando com esse público há algum tempo, não só nas questões materiais, mas também nas subjetivas, propondo e aprovando, por exemplo, a emissão obrigatória do IPTU e das contas da CESAMA em braile.

Na opinião de Franco Groia, a proposta é importante e sua aprovação deve ser comemorada, mas com ressalvas. Ela vai realmente contribuir para a ampliação das discussões acerca do tema, mas não sei até que ponto será possível evitar o provável conflito com próprio Conselho Municipal. A meu ver, em vez de estarmos fortalecendo órgãos, sinto que estamos promovendo um esvaziamento dos departamentos que debateriam e fiscalizariam esse segmento, questiona o professor.

De qualquer forma, vejo que esse debate está categorizado, quando, na verdade, deveria estar inserido em todas as outras lutas contra a desigualdade. No legislativo municipal, por exemplo, se fala muito nas discussões sobre a igualdade de gênero e cor, mas a deficiência, questão presente ambos os âmbitos, é pouco levantada. Não se fala, por exemplo, na mulher ou no homossexual deficiente, quando debater a deficiência é debater os direitos humanos de maneira ampla, aponta Groia.

Para o cadeirante, o direito de ir e vir, garantido na Carta Magna brasileira, está sendo desrespeitado. As CPAs as são obrigatórias em todos os municípios por lei federal. Aqui, porém, virou um órgão politizado, pois falta, evidentemente, a participação mais ampla do servidor público. Em torno de 95% dos prédios públicos municipais são feitos de escolas municipais, mas, na CPA, não estão os representantes do magistério, fundamentais para cuidar da acessibilidade. É uma concepção de comissão apenas de um lado, enfatiza.

TRABALHOS COMPLEMENTARES
Entretanto, o vereador Jucelio acredita no processo contrário. O diálogo, a soma das forças, a equalização das condutas, só nos fortalece. Tanto que ideia é convocar, já na primeira reunião da Comissão na Câmera, todos que vivenciam a realidade da deficiência e queiram participar. Até porque é complicado realizar um trabalho em prol da sociedade sem agir pela coletividade. A pessoa com deficiência precisa ter voz para dizer como devem ser feitas as coisas que as beneficiarão, reforça ele.

De acordo com a chefe do Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) do município, Thais Altomar, a CPA juiz-forana tem como foco de trabalho a acessibilidade urbana e arquitetônica, mas busca estender esse recurso para outros campos, como a comunicação atitudinal, que seriam campanhas pontuadas no conhecer sobre como lidar com a deficiência.

Quando você fala de educação e saúde, por exemplo, é algo que foge da nossa área de atuação. Não que a comissão não possa ser chamada para intervir interferir em ambos os campos, mas nossa prioridade ao urbanismo e arquitetura, pontua ela. Segundo Thais, a Comissão, empossada no final do mês de março, se organizará em reuniões periódicas, iniciando seu calendário de encontros um próximo dia 13, onde será definida uma equipe técnica para acompanhar a concessão de alvarás de funcionamento e liberação de obras.

Estaremos interferindo na infraestrutura com a perspectiva da acessibilidade, exercendo um tipo de consultoria. Nessa reunião, capacitaremos os engenheiros e arquitetos da equipe técnica, vinculados à Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), orientando-os para atuarem corretamente em lugares públicos e privados, completa ela. As CPA está constituída também por representantes das secretarias de Governo, Obras, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Social e Transporte e Trânsito.

Outros integrantes são representantes da Câmara Municipal, Departamento de Políticas para Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH), Procuradoria Geral do Município, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MG (CREA-MG), Conselho de Arquitetura e Urbanismo, PROCON-JF, Sindicato da Indústria da Construção Civil e Conselho Municipal de Habitação.

(Fonte: reportagem de Lucas Guedes, publicada no Jornal Diário Regional, de 05 de maio de 2015, página 04)

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Programa Mosaico na TV PIO XII (TVE-JF)

BANNER MOSAICO TVE-JF 171

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Sem saída de emergência

UCI no Independencia Shopping exibe os seis filmes em cartaz na cidade (Foto: Fernando Priamo)

UCI no Independencia Shopping exibe os seis filmes em cartaz na cidade (Foto: Fernando Priamo)

De repente você, avesso aos filmes de ação e fantasia, percebe que já faz mais de um mês que não entra no cinema. Comodamente, vai se acostumando a esperar os lançamentos chegarem nas locadoras ou na TV. Chega a esquecer da experiência da sala escura, com a luz da chamada de emergência a desviar a atenção. Alerta! A vivência dos cinemas é insubstituível. Contudo, nesta semana, restam aos espectadores de Juiz de Fora apenas seis filmes espalhados nas 14 salas existentes, sendo três deles pertencentes ao gênero de ação, um de ficção científica, outro de fantasia e um último de animação. Todos hollywoodianos, com altos custos de produção e resultados superlativos de bilheteria. Um dos mais aguardados do ano no mundo, “Vingadores: Era de Ultron” figura em todos os quatro cinemas da cidade, em 23 sessões, enquanto os outros cinco filmes dividem 31 sessões.

“Para sempre Alice”, que permaneceu em cartaz até o último dia 14, foi o único drama presente nas programações dos cinemas de Juiz de Fora em abril. Mesmo assim, a produção trazia à reboque o Oscar dado a sua protagonista, a atriz Julianne Moore. Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme e indicado ao Oscar, “Boyhood” foi sumariamente ignorado pelas salas, ainda que o oscarizado “Birdmam” tenha chegado, por pouco tempo e em poucos horários. Para uma cidade que já teve mais de 25 espaços dedicados à sétima arte, segundo a pesquisa História do cinema brasileiro, coordenada pelo cineasta e professor Franco Groia, a mudança de perfil nas grades é, no mínimo, lamentável, haja vista a presença de salas que, ao longo dos anos, se dedicaram às produções alternativas e independentes.

Hoje o exibidor não está preocupado em formar público, mas em se sustentar, discute Groia. “A oferta pode criar a plateia. Sem oferecer não tem como conhecer. Mas é preciso se atentar para o fato de que formação de público é um investimento de anos. Precisamos criar espectadores, começando com as crianças”, concorda o professor e produtor Cristiano Rodrigues, contando que, enquanto morou em Barcelona, na Espanha, chegou a frequentar cinemas duas vezes por semana, sem assistir a filmes norte-americanos. Desde que retornou, em janeiro de 2014, diz ter perdido o hábito e pouco se lembra da última vez em que entrou em uma sala.

(Foto: Fernando Priamo)

(Foto: Fernando Priamo)

Sob muitas pressões

Há mais de 12 anos desenvolvendo programação de cinema para Juiz de Fora, Adhemar de Oliveira, responsável pela agenda do Cinearte Palace, assume a má-fase. “Minha programação está canhestra mesmo, por falta de possibilidade. Os filmes, principalmente os brasileiros, estão vindo com poucas cópias em 35mm. ‘Casa grande’, que tem reunido um público expressivo, chegou em três cópias, uma está em Porto Alegre, a outra no Rio de Janeiro, e outra, em São Paulo”, comenta. “Vamos digitalizar as duas salas do Palace até maio. Assim, é certeza que isso nos possibilitará o aumento da diversidade. Nossa intenção não é abandonar o filme grande, mas aumentar a possibilidade de lançar outras produções para o nicho que temos na cidade”, completa.

Programador da unidade da Rua Augusta, em São Paulo, do Espaço Itaú de Cinema, Adhemar vive dia a dia a certeza de que sempre haverá público para todos os filmes, inclusive os mais herméticos. Dos oito filmes em cartaz no lugar, dois são brasileiros, um francês e outro inglês. “Posso atender o popular e o mais erudito, colocando um ‘filme cabeça’ às 22h, 23h. Uma das coisas que quero fazer é aumentar o número de filmes nas salas e retornar com o viés cultural”, pontua o programador e famoso cineclubista nos anos 1980.

Para a gerente do Cinemais no Alameda, Cintia Macedo, o juiz-forano já se acostumou com a programação do lugar, que antes reservava espaço para produções independentes, mas é fato que existe um público carente. “Tive muita procura pelo filme ‘Irmã Dulce’. Se houvesse três sessões diárias, encheria. Já tentei trazer filmes assim, mas acaba ficando muito custoso. A rede é muito aberta, mas as distribuidoras pressionam e tornam inviável”, acrescenta.

Mesmo com as programações semelhantes e, em alguns casos, idênticas, os exibidores afirmam alcançar um público alto. “Acredite se quiser: nas duas primeiras semanas, todo mundo corre para ver. Aprendi com Juiz de Fora que a combinação de programação (os mesmos filmes em horários próximos) é o melhor dos mundos”, ri Adhemar. Como um mantra do mercado: não se mexe em time que está ganhando. Porém, de acordo com Cristiano Rodrigues, a pasteurização representa uma pressão ideológica maior. “Tem algo mais cruel por trás disso: os norte-americanos têm a noção de que o bem mais precioso deles é a cultura, e o principal veículo para a disseminação é o cinema. Eles não estão vendendo só um filme, mas um estilo de vida, uma lógica de mundo”, reflete, citando o aumento do número de cineclubes em Juiz de Fora, como o Cineduca, do qual é coordenador. “Esse público em potencial, as salas não têm alcançado”, critica.

Apesar de existir a lei que obriga os cinemas do país a exibirem uma quantidade mínima de filmes nacionais, a “cota de tela”, a realidade fora dos grandes centros pouco mudou. Em Juiz de Fora, os complexos dos shoppings, com maior número de salas, cinco cada um, devem exibir, ao longo do ano, no mínimo oito produções brasileiras, o que pode ser facilmente abocanhado pelos blockbusters nacionais.

A onipresença dos filmes hollywoodianos, por muitas vezes apresentados de forma opressiva, ainda é um dilema para governantes e para o público. Segundo Franco Groia, a solução é criar espaços que não se alinhem com a dinâmica mercadológica. “É urgente termos uma sala municipal de cinema. Só vejo a saída para essa programação engessada a partir do momento em que a política pública abrir espaço para o alternativo, pensando na exibição, muito mais que a produção”, conclui. Enquanto isso, para os apreciadores de dramas, restam as próprias casas, apenas.

(Fonte: Mauro Morais, Jornal Tribuna de Minas, Caderno Dois, de 26 de abril de 2015)

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Bem-vindo!!

Este é o site oficial de Franco Groia. Mineiro de Juiz de Fora, Groia é cineasta e professor da Universidade Salgado de Oliveira. Bacharel em Comunicação Social pela UFJF, especializou-se em Globalização, Mídia e Cidadania (UFJF) e trabalha com projetos audiovisuais e publiciade, atuando nas áreas de formação, criação, produção e direção. Além de diretor e produtor de cinema e tv, desenvolve novas aplicações da imagem em movimento com as artes visuais.