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Congresso Regional da CUT elege nova diretoria e aprova propostas para o Congresso Estadual

CORCUT 2015 Diretoria eleitaOs representantes de sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) da região da Zona da Mata se reuniram no último fim de semana, 21 e 22 de agosto, para o 12º Congresso Regional da CUT (Corcut) “Maria Elisa Vieira Braga Barone”. O Congresso aconteceu na sede social do Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF) e, além de debates e análise de conjuntura sobre a situação política e econômica do país, foi eleita a próxima direção da CUT Regional Zona da Mata/MG para o quadriênio 2015/2019.

No primeiro dia do evento, antecedendo a leitura e aprovação do Regimento Interno, foi aberta a mesa de debates composta por Lourdes Vasconcelos, secretária de organização sindical da CUT Minas, Margarida Salomão, Deputada Federal (PT), Aparecida Oliveira, coordenadora do Sinpro, e Watoira Antônio, presidente da CUT Regional ZM e diretor do Sintraf JF. Durante a discussão, foi realizada uma análise de conjuntura sobre o atual momento político do Brasil e do papel da mídia burguesa, inclusive na cobertura das manifestações, que tomaram o país no dia 20 de agosto, pelo respeito à democracia.

Já no segundo dia de Corcut, a mesa foi composta pelo assessor do DIEESE, Fred Melo, pelo secretário geral do CUT Minas, Jairo Nogueira e pelo vereador Betão Cupolillo, que defende a necessidade dos trabalhadores organizarem a luta pelos direitos, o que exige a retirada do Plano Renan-Levy. Durante a análise de conjuntura, Fred também expôs o que mudou na trajetória de crescimento econômico do Brasil desde a época do presidente Lula até agora.

A convidada Beatriz Cerqueira, presidente da CUT Minas, parabenizou a Regional Zona da Mata pelo trabalho realizado durante a gestão e repassou questões relativas aos atos do dia 20 deste mês, ressaltando a importância da unificação da classe trabalhadora. Além sido, a presidente espera que o resultado das propostas aprovadas no Corcut resulte em mais unidade e em um bom plano de luta para que a Regional, que precisa ser fortalecida cada vez mais para enfrentamentos, continue nas ruas e em defesa dos trabalhadores.

Watoira destacou a presença de Beatriz, que sempre esteve presente na luta durante o mandato, principalmente nos momentos mais difíceis, e contribuiu para que a Regional obtivesse muitas conquistas.

Um dos momentos importantes e de maior comoção no Corcut foi a homenagem a Maria Elisa, que sempre foi uma combatente de raça contra o capital. Presente em todos os momentos, Maria é uma militante em que muitos se espelham e possui uma garra que inúmeros jovens não têm. Muito aplaudida pelos participantes, a homenageada recebeu flores e uma placa pelo exemplo, dedicação e comprometimento com a classe trabalhadora.

Para o presidente da CUT Regional, o 12º Corcut foi um sucesso e agradece a todos que contribuíram pela construção do excelente congresso.

“A luta entre capital e trabalho é eterna. Estamos iniciando uma nova gestão com muitos desafios e esperamos crescimento ainda maior. Criamos vários novos sindicatos e apoiamos na organização, o que continuaremos a fazer. Além disso, é importante agradecer aos Têxteis e ao Sintraf que sempre cederam espaços para reuniões, assim como o Sinpro que ofereceu seu espaço para próximas reuniões da CUT Regional”, destaca Watoira.

Após os grupos de trabalho, os participantes se reuniram novamente e apresentaram as propostas, que foram discutidas e aprovadas e serão encaminhadas para o Congresso Estadual da CUT, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de agosto.

Participaram do 12º Corcut o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF), o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro JF), o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região (STIM), Sindicato Unico dos Trabalhadores Estaduais (Sind-UTE) das cidades de Murié, São João Del Rey, Juiz de Fora, Ubá e Conselheiro Lafaiete; o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Juiz de Fora (SINTEX-JF), Sindicato dos Profissionais da Saúde (Sind-Saúde-JF), Sindicato dos Eletricitários de Conselheiro Lafaiete (Sindelt), sindicato da Construção Civil, oposições sindicais e convidados da CUT Regional Zona da Mata.

COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DA CUT REGIONAL ZONA DA MATA
GESTÃO 22 DE AGOSTO DE 2015 A 22 DE AGOSTO DE 2019

DIRETORIA EXECUTIVA

1 – PRESIDENTE: Watoira Antonio de Oliveira
2 – VICE-PRESIDENTE: Reginaldo Freitas de Souza
3 – SECRETARIA GERAL: Maria José Oliveira
4 – SECRETARIA DE MULHERES: Elizabete de Fátima Mateus
5 – SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Carlos Alberto de Freitas
6 – SECRETÁRIA DE SAÚDE: Maria Raimunda Cardozo Almeida
7 – SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO: Gérson José Nogueira
8 – SECRETARIA DE ORGANIZAÇÃO E POLÍTICA SINDICAL: Carlos Afonso de Almeida
9 – SECRETARIA DE FORMAÇÃO: Lívia Gomes Terra
10 – SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE: Antonio Carlos Nascimento Souza
11 – SECRETARIA DE COMBATE AO RACISMO: Mariângela Marcicano
12 – SECRETÁRIA DE COMUNICAÇÃO: Franco Groia
13 – SECRETARIA DE POLÍTICAS SOCIAIS: Maria Elisa V B Barone
14 – SECRETARIA DA JUVENTUDE: Luziano Marques Ribeiro da Silva
15 – SECRETARIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Gilberto de O Paulino

DIRETORIA PLENA/ SUPLENTES DA EXECUTIVA

16 – Altamir da Fonseca
17 – Manoel Paixão dos
18 – Taiomara Neto de
19 – Belarmino Gomes Nogueira
20 – Nivalda Maria Perobelli
21 – Edivaldo Pereira da Silva
22 – Sérgio Lima Alvares dos Santos
23 – Mirian Gonçalves Braga
24 – Luiza Fernanda Ferreira
25 – Sandra Lúcia Couto Bittencourt
26 – Sonia Pereira de Souza
27 – Neli Magalhães de Rezende
28 – Lúcio Carlos de Freitas
29 – Júlio César F Oliveira
30 – Maria Lúcia Lacerda
31 – Luiz Antonio da Silva
32 – Delane Finotti Amaral
33 – Edson Martins dunga
34 – Aparecida de Oliveira Pinto
35 – Kátia Cilene da Silva
36 – Luiz Orione Fernandes Carneiro
37 – João Hilário de Souza Neto
38 – Ana Cristina Nunes

CONSELHO FISCAL EFETIVO

39 – Bismarck Bosco Campos Grossi
40 – Cristina Maria Moysés
41 – Dulce Fanni Pimentel

CONSELHO FISCAL SUPLENTES

42 – Maria Helena Gonçalves de Campos
43 – José Eduardo F Millione
44 – Angleo de Castro

(Fonte: http://www.bancariosjf.com.br/imprensa/noticias_do_sintraf/12_corcut)

TOMAR AS RUAS POR DIREITOS, LIBERDADE E DEMOCRACIA!

Banner Tomar as ruas

O Sinpro JF estará presente na manifestação convocada nacionalmente pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), movimentos sociais, sindicatos, organizações e partidos, nesta quinta-feira (20/08), na Praça da Estação, às 17 horas.

O lema Tomar as Ruas por Direitos, Liberdade e Democracia! destaca a contraposição dos trabalhadores à ofensiva da direita, que tenta atacar a democracia, combater os direitos conquistados pelos trabalhadores nos últimos anos e fazer com que os brasileiros paguem pela crise internacional do capitalismo. Assim, as organizações populares procuram construir unidade, através da Frente Brasil Popular, para juntas encontrar saídas justas para a crise e reafirmar que nenhum retrocesso será aceito passivamente pela classe trabalhadora brasileira.

O Sindicato dos Professores de Juiz de Fora reforça que não compactua com nenhum tipo de atentado à democracia, pela qual os trabalhadores tanto lutaram para conquistar e convoca toda categoria a defender nossos direitos.

Durante a concentração haverá produção de cartazes e grafitagem até o início da manifestação, que seguirá pela rua Halfeld, com muita animação.

#NãoVaiTerGolpe, #RespeitemADemocracia!

IV Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Juiz de Fora

FOTO Conferencia Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa 2015

Pela transparência do CMDPD de Juiz de Fora

Transparencia no site do CMPDDando continuidade às ações de cidadania promovidas a partir de denúncias pontuais sobre a má conduta da gestão do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Deficiente (CMDPD), o Cineasta e Professor Franco Groia ingressou no última segunda-feira, dia 25 de maio de 2015, com novo requerimento com este foco no Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), através da 20ª Promotoria de Justiça da Comarca de Juiz de Fora, cobrando imediatas providências quanto à falta de transparência, por parte do referido órgão municipal em sua própria página oficial – disponibilizada e mantida pelo executivo municipal no portal da Prefeitura de Juiz de Fora (MG) – através do seguinte endereço na web: http://www.pjf.mg.gov.br/conselhos/direitos_pessoa_com_deficiencia/.

No documento entregue ao MP, é apontado inúmeros pontos de irregularidades, que vão da falta de atualização de informações, falta das atas dos últimos dois anos de reuniões etc. “A falta de transparência é uma atitude clara de má conduta do órgão, pois a população não fica a par de nada que acontece nas reuniões do Conselho, não encontra a legislação mais atual, causando grande frustração, apatia e desinteresse em lutar por seus direitos, legitimados no texto constitucional e grande arcabouço jurídico. A verdade é que grande parte do segmento não encontra nenhuma informação atualizada desde o ano de 2013! Trata-se de uma irresponsabilidade da gestão do atual CMDPD, com a conivência solidária da atual administração Bruno Siqueira (PMDB-MG) que indicou não só o atual Presidente do Conselho passando por metade dos membros do órgão”, afirma Franco Groia.

O cineasta e professor salienta ainda que “a conduta do órgão é absurda! E isso se reflete nas deliberações de bastidores e contraditórias como a da escolha do local inacessível e inóspito para sediar a 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Deficiente (contestada também via MP, em denúncia encaminhada neste mês)”.

A Prefeitura de Juiz de Fora, por lei federal, também é responsável a manter as páginas dos conselhos municipais e estes tem obrigação legal de divulgar seus atos, reuniões etc em site específico para que a população em geral possam não só ter acesso a estas informações como também acompanhar os andamentos, custeios e notícias referentes ao segmento em questão. Groia completa que “a não disponibilização destas informações é uma infração prevista na Lei da Transparência”.

O documento será encaminhado hoje para o Vereador Betão (PT-MG), que o mesmo seja protocolado junto à Comissão Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Juiz de Fora, afim de que a comissão, Presidida pelo Vereador Jucelio Maria (PSB-MG), faça também o papel legítimo do debate político da questão no legislativo.

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil

MP recebe denúncia sobre local inadequado para realização de Conferência

img001No último dia 14 de maio, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, em sua 20ª Promotoria da Comarca de Juiz de Fora, recebeu a denúncia do Professor e Cineasta Franco Groia sobre a inadequação do local escolhido pelo Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência (CMDPD) para realização de Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Deficiente em 2015.

A denúncia formalizada no MP foi consequência concreta do video postado no Youtube, produzido por Carlos Roberto Desiderio, em que o cineasta foi protagonista e no qual aponta o grave problema.

De acordo com o cineasta, o Conselho entra em desacordo com Leis Federais que determinam, antes de mais nada, o acesso universal em qualquer evento de natureza pública, o direito do ir e vir das pessoas e, principalmente, a dignidade da pessoa deficiente – que é o foco da Conferência. Por força da Lei, a Prefeitura é obrigada a realizar, através do Conselho, tal evento para ampliar os debates e reflexões acerca das políticas deste segmento da população além, sobre tudo, eleger delegados que irão representar o município nas Conferências estadual e nacional.

Franco Groia, que já vem travando este debate ao longo dos anos, acha que a incompetência da Prefeitura é tamanha que deixa tal resolução na mão da Presidência do Conselho, que incapaz de diagnosticar e escolher um local público acessível e digno para realizar um evento desta natureza e importância. Esta opinião é compartilhada por muitos deficientes, entre eles membros do próprio CMDPD que eram contra o local mas foram ignorados pela Mesa Executiva do Conselho – encabeçada por Harison Felipe Nassar, Presidente do órgão.

O local em questão é o prédio localizado na rua Maria Pertétua, nº 72, no bairro Ladeira, onde são apontados inúmeros pontos de irregularidades do ponto de vista da acessibilidade, que vai da falta de infraestrutura urbana (rebaixamento de meios fios das calçadas, vias seguras, etc), passando pela distância do centro – o se que agrava o problema para o segmento (pela falha na mobilidade urbana, devido à falta de ônibus perto do local etc).

O CMDPD, está sendo usado politicamente e vem tendo uma postura completamente alheia às necessidades prioritárias dos deficientes do município. A escolha irresponsável do prédio conhecido como Escola de Governo é o caso concreto disso, afirma Groia.

A expectativa é de que o MP se posicione no sentido de cobrar a mudança do local da Conferência. Vamos aguardar.

Denúncia contra o local escolhido para sediar a Conferência em Juiz de Fora

Denúncia contra o local escolhido pelo CMDPD para sediar a Conferência Municipal da Pessoa Deficiente de Juiz de Fora (MG).

Política para deficientes mobiliza legisladores

FOTO DM - 05-05-2015Embora Juiz de Fora siga a tendência brasileira no aprimoramento da legislação voltada para a acessibilidade, tais diretrizes vêm se mostrando pouco efetivas no sentido de garantir o direito de ir vir aos deficientes, conforme relata o cineasta e professor, Franco Groia. Nossa cidade não tem uma política bem estruturada voltada para afirmação dos direitos humanos, particularmente nesse segmento. Além da acessibilidade, falta reparo e fiscalização. Parece que nada funciona, questiona ele.

Para Groia, que também é cadeirante, a morosidade é um dos principais fatores que contribuem para a ineficácia das decisões tomadas pelo poder público. Sempre foi um dos lutadores em prol da acessibilidade e vi, por exemplo, a transformação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) em um órgão deliberativo, o que foi muito positivo. Por outro lado, também acompanhei a demora de dois anos para implementação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), contrapõe.

Buscando mudar esse cenário, o Deputado Estadual Isauro Calais (PMN), realizou ontem, 4, uma reunião com a Associação dos Surdos, o Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência e Direitos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e instituições bancárias do município (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú, Bradesco e HSBC). O objetivo, segundo legislador, foi sensibilizar os bancos para que os surdos tenham um atendimento de qualidade.

Fazemos um levantamento para elaboração de um projeto que, em breve, será apresentado à comunidade. Porém, a reunião foi o primeiro passo para impedir que os deficientes auditivos continuem passando por situações constrangedoras ou dependam de terceiros para executar suas tarefas nesses estabelecimentos, explica Calais. É uma forma de assegurar a dignidade e independência do deficiente, além de respeitá-lo como cidadão onde quer que ele esteja, afirma.

De acordo com o Deputado, no encontro ficou acertado que caberá à Associação dos Surdos, com o suporte de equipe de Calais, elaborar um projeto que supra as demandas discutidas entre a entidade e os bancos. A proposta inicial é que os funcionários das instituições financeiras passem por um curso de libras, onde serão devidamente capacitados para atender os deficientes auditivos. No projeto, os envolvidos poderão discorrer o que precisam em termos de tempo, recursos, dentre outras necessidades, pontua.

COMISSÃO DE DEFESA
Ainda no nível local, membros da Câmara Municipal também se mobilizaram na última semana, na tentativa de reforçar a concretização dos direitos dos deficientes. Na ocasião, o Legislativo aprovou a criação da Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência, proposta pelo Vereador Jucelio Maria (PSB), que presidirá os trabalhos do grupo, também integrado por Nilton Militão (PTC) e Léo de Oliveira (PMN) e tendo como suplente José Mansueto Fiorilo (PDT).

A iniciativa, segundo dor Jocelio, segue a principal prerrogativa das comissões permanentes: absorver todas as demandas e reivindicações em relação às pessoas com algum tipo de deficiência, investigando e elaborando políticas voltadas para esse meio, esclarece. Em nossos mandatos, já vínhamos trabalhando com esse público há algum tempo, não só nas questões materiais, mas também nas subjetivas, propondo e aprovando, por exemplo, a emissão obrigatória do IPTU e das contas da CESAMA em braile.

Na opinião de Franco Groia, a proposta é importante e sua aprovação deve ser comemorada, mas com ressalvas. Ela vai realmente contribuir para a ampliação das discussões acerca do tema, mas não sei até que ponto será possível evitar o provável conflito com próprio Conselho Municipal. A meu ver, em vez de estarmos fortalecendo órgãos, sinto que estamos promovendo um esvaziamento dos departamentos que debateriam e fiscalizariam esse segmento, questiona o professor.

De qualquer forma, vejo que esse debate está categorizado, quando, na verdade, deveria estar inserido em todas as outras lutas contra a desigualdade. No legislativo municipal, por exemplo, se fala muito nas discussões sobre a igualdade de gênero e cor, mas a deficiência, questão presente ambos os âmbitos, é pouco levantada. Não se fala, por exemplo, na mulher ou no homossexual deficiente, quando debater a deficiência é debater os direitos humanos de maneira ampla, aponta Groia.

Para o cadeirante, o direito de ir e vir, garantido na Carta Magna brasileira, está sendo desrespeitado. As CPAs as são obrigatórias em todos os municípios por lei federal. Aqui, porém, virou um órgão politizado, pois falta, evidentemente, a participação mais ampla do servidor público. Em torno de 95% dos prédios públicos municipais são feitos de escolas municipais, mas, na CPA, não estão os representantes do magistério, fundamentais para cuidar da acessibilidade. É uma concepção de comissão apenas de um lado, enfatiza.

TRABALHOS COMPLEMENTARES
Entretanto, o vereador Jucelio acredita no processo contrário. O diálogo, a soma das forças, a equalização das condutas, só nos fortalece. Tanto que ideia é convocar, já na primeira reunião da Comissão na Câmera, todos que vivenciam a realidade da deficiência e queiram participar. Até porque é complicado realizar um trabalho em prol da sociedade sem agir pela coletividade. A pessoa com deficiência precisa ter voz para dizer como devem ser feitas as coisas que as beneficiarão, reforça ele.

De acordo com a chefe do Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) do município, Thais Altomar, a CPA juiz-forana tem como foco de trabalho a acessibilidade urbana e arquitetônica, mas busca estender esse recurso para outros campos, como a comunicação atitudinal, que seriam campanhas pontuadas no conhecer sobre como lidar com a deficiência.

Quando você fala de educação e saúde, por exemplo, é algo que foge da nossa área de atuação. Não que a comissão não possa ser chamada para intervir interferir em ambos os campos, mas nossa prioridade ao urbanismo e arquitetura, pontua ela. Segundo Thais, a Comissão, empossada no final do mês de março, se organizará em reuniões periódicas, iniciando seu calendário de encontros um próximo dia 13, onde será definida uma equipe técnica para acompanhar a concessão de alvarás de funcionamento e liberação de obras.

Estaremos interferindo na infraestrutura com a perspectiva da acessibilidade, exercendo um tipo de consultoria. Nessa reunião, capacitaremos os engenheiros e arquitetos da equipe técnica, vinculados à Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), orientando-os para atuarem corretamente em lugares públicos e privados, completa ela. As CPA está constituída também por representantes das secretarias de Governo, Obras, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Social e Transporte e Trânsito.

Outros integrantes são representantes da Câmara Municipal, Departamento de Políticas para Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH), Procuradoria Geral do Município, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MG (CREA-MG), Conselho de Arquitetura e Urbanismo, PROCON-JF, Sindicato da Indústria da Construção Civil e Conselho Municipal de Habitação.

(Fonte: reportagem de Lucas Guedes, publicada no Jornal Diário Regional, de 05 de maio de 2015, página 04)

Desafio nas calçadas

Circular pelas ruas da região central pode ser um desafio para os pedestres. Por um mês, a Tribuna observou a região e identificou diversos pontos que, ao invés de promoverem a acessibilidade, põem em risco as pessoas, sobretudo as com mobilidade reduzida, como deficientes físicos, idosos e gestantes. Além de calçadas danificadas, a maioria dos rebaixamentos de passeios é mal posicionada, obrigando, muitas vezes, a travessia fora da faixa e a circulação em meio aos carros para alcançar o outro lado da via. As reclamações também chegaram por meio dos leitores, que afirmam que as imperfeições têm causado muitos tombos e torções nos tornozelos, principalmente em idosos. Ontem a Settra realizou o primeiro Safári Urbano, programa que tem como objetivo reavaliar as condições de mobilidade e propor melhorias para a circulação.

A calçada ideal é aquela que garante o caminhar livre, seguro e confortável a todos os cidadãos. Deve oferecer acessibilidade, largura adequada e fluidez. As leis federais (10.048/2000 e 10.098/2000) que estabelecem os critérios de mobilidade urbana preveem, de forma geral, a supressão de barreiras e obstáculos que impeçam a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços da cidade. No entanto, as principais vias do Centro apresentam discordâncias com a legislação e danificações que comprometem o caminhar seguro. A má conservação e as irregularidades, de acordo com os pedestres, são sinônimos de desconforto e acidentes. Dos locais observados pela reportagem, dois merecem destaque: as avenidas Getúlio Vargas e Itamar Franco.

A Getúlio foi a campeã de problemas. No cruzamento com a Rua Halfeld, onde o fluxo de veículos e pedestres é intenso, uma mulher com bebê no carrinho foge da faixa devido à massa de pessoas atravessando. Para subir com o filho na calçada, um esforço extra. “A rampa e a faixa são pequenas para a quantidade de gente que usa. Quase nunca consigo subir por ela, e não é só o aqui. Sempre tenho que levantar o carrinho para subir o meio-fio, tenho medo do meu filho cair”, afirma a tesoureira Gislaine Oliveira.

Já na Avenida Itamar Franco, a maioria dos rebaixamentos das calçadas não está na mesma direção. São esses nivelamentos com o asfalto que possibilitam a subida de pessoas com mobilidade reduzida nos passeios e canteiros centrais para cruzar a via. O problema acontece em toda extensão da avenida, e a ausência das rampas implica, ainda, a presença de altos degraus. Os pedestres se valem dos acessos às garagens, mas tais pontos usados para travessia estão fora das faixas e dos sinais de segurança.

Desrespeito

Para o cineasta Franco Groia, cadeirante e um dos autores do grupo do Facebook “Deficiente eficiente”, que milita por melhores condições de mobilidade urbana, faltam profissionais capacitados para perceber as irregularidades. “Há locais onde faltam rampas, em outros, elas são mal projetadas ou estão danificadas. As políticas públicas têm que ser constantes, não basta só construir, tem que seguir os padrões da lei e realizar a manutenção.”

Settra faz levantamento de pontos críticos

A fim de buscar soluções para as questões de mobilidade na cidade, a Settra realizou ontem o primeiro “Safári urbano”, programa que tem como objetivo vistoriar as falhas das calçadas da região central para elaboração de um plano de melhorias. Representantes das organizações Cidade Ativa e Embarq Brasil, instituições que trabalham com planejamento urbano sustentável, juntos com a chefe do Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH), Thais Altomar, estiveram na Avenida dos Andradas, onde foram constatadas situações que comprometem o caminhar seguro e agradável.

O projeto irá propiciar melhor aproveitamento da verba do programa de Mobilidade Urbana do Governo federal, parte do PAC, que fomenta cidadania e inclusão social a partir da garantia de acessibilidade. Segundo o titular da Settra, Rodrigo Tortoriello, Juiz de Fora, comparada a outros municípios, tem uma situação boa de mobilidade, mas ainda tem muito que melhorar. “Os técnicos da Embarq Brasil irão nos auxiliar com elaboração de projetos que vão verificar se as obras do PAC estão de acordo com nosso plano de mobilidade, queremos mudar de cidade do automóvel para cidade das pessoas.”

De acordo com a arquiteta e urbanista do Cidade Ativa, Gabriela Callejas, além da identificação dos pontos, a intenção é desenvolver perspectivas e metodologias voltadas para o pedestre. Os calçadões e o comércio do Centro foram destacados por ela como aspectos que promovem a mobilidade. No entanto, a arquiteta ressalta questões que precisam de atenção. “Faltam faixas de travessia em frente a locais que atraem muita gente, como pontos de ônibus e centros de saúde.”

Sobre as danificações apontadas pela Tribuna, as secretarias de Obras e de Atividades Urbanas, responsáveis pela fiscalização das calçadas privadas e manutenção das públicas, informaram, por meio de nota, que “a manutenção dos passeios no Centro que são de competência da PJF é feita constantemente”. Para solicitar reparos de calçadas públicas, o cidadão deve entrar com um pedido no Espaço Cidadão JF, no Parque Halfeld ou nos Centros Regionais. Quando a calçada for particular, a responsabilidade é do proprietário.

Em caso de denúncias, a pessoa deve entrar em contato com o 3690-7507.

(Fonte: (Matéria de Liliane Turolla – Jornal Tribuna de Minas, 03 de outubro de 2014)

7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política”

É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede — e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.

2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos.Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.

3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.

4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.

5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.

6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.

7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

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Bem-vindo!!

Este é o site oficial de Franco Groia. Mineiro de Juiz de Fora, Groia é cineasta e professor da Universidade Salgado de Oliveira. Bacharel em Comunicação Social pela UFJF, especializou-se em Globalização, Mídia e Cidadania (UFJF) e trabalha com projetos audiovisuais e publiciade, atuando nas áreas de formação, criação, produção e direção. Além de diretor e produtor de cinema e tv, desenvolve novas aplicações da imagem em movimento com as artes visuais.